Não se deixe enganar por mim. Não se engane com as máscaras que uso, pois eu uso máscaras que eu tenho medo de tirar, e nenhuma delas sou eu.
Fingir é uma arte que se tornou uma segunda natureza para mim, mas não se engane.
Eu dou a impressão de que sou segura, de que tudo está bem e em paz comigo, que meu nome é confiança e tranquilidade…
É meu tema que as águas do mar são calmas e sou eu que estou no comando e não preciso de ninguém.
Mas não acredite, por favor…
Minha aparência é tranquila, mas é apenas uma aparência…
é uma máscara superficial, que pode variar, mas sempre vai esconder…
Por baixo dela não há tranquilidade, complacência ou calma.
Por baixo reina completo caos, medo e desconfiança.
Mas eu oculto tudo isso… Jamais vou deixar que alguém perceba.
Fico em pânico ante a simples possibilidade de que minha fraqueza fique exposta, e é por isso que eu crio máscaras atrás das quais eu me escondo com a fachada de quem não se deixa tocar, para não correr o risco de encontrar num olhar que não o meu, a verdade.
Mas esse olhar seria justamente a minha salvação.
Eu sei disto.
Seria a única coisa que poderia me libertar de mim mesma, dos muros da prisão que eu mesma levantei, das barreiras que eu mesma tão dolorosamente construo.
Mas eu não digo muito disso à você. com vc eu sempre converso superficialmente, não vou te mostrar que meu poço não tem fundo. Deixe que vc pense que eu sou mais uma piscina rasa.
Prá vc eu só digo o que não tem a menor importância e engulo, à seco, o que arde dentro de mim.
Só queria que, ao contrário dos outros, vc não se deixasse enganar por mim.
E, por favor, que vc escute, ou tente ouvir, não o que eu estou dizendo… e sim o que eu gostaria de dizer.
(…)
segunda-feira, 8 de março de 2010
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